INFLUÊNCIA DO GÊNERO EM ESTUDOS DE BIOEQUIVALÊNCIA DE MEDICAMENTOS

JOSÉ WELLITHOM VITURINO DA SILVA, RAFAEL FERREIRA DE LIMA, ANA ROSA BRISSANT DE ANDRADE, JULIANA KISHISHITA, LEILA BASTOS LEAL, GIOVANA DAMASCENO SOUSA

Resumo


As diferenças anatômicas e fisiológicas entre os gêneros masculino e feminino podem modificar o processo farmacocinético de um fármaco e assim, interferir em sua biodisponibilidade, tornando um determinado medicamento não bioequivalente quando comparado em apenas um gênero. Dito isto, o objetivo deste trabalho foi avaliar a influência do gênero na bioequivalência de três medicamentos testes na forma de comprimido revestido: Metildopa 500 mg, Diazepam 10 mg e Butilbrometo de Escopolamina 10mg. Para tanto, os parâmetros farmacocinéticos que determinam a bioequivalência, ASC0-t, ASC0-∞ e Cmáx, foram recalculados considerando os gêneros em separado. Os estudos do Diazepam e Escopolamina foram bioequivalentes para ambos os sexos, mas bioinequivalentes quando considerado apenas o sexo feminino. O estudo de bioequivalência da Metildopa não foi bioequivalente para ambos os sexos e nem para os sexos em separado. Assim, faz se necessário ampliar as discussões sobre a forma de analisar e definir a bioequivalência de medicamentos a fim de garantir a eficiência e segurança dos tratamentos para ambos os sexos.

Palavras-chave


bioequivalência; metildopa; diazepam; butilbrometo de escopolamina

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DOI: http://dx.doi.org/10.14450/2318-9312.v29.e1.a2017.pp61-67

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