ANÁLISE DA ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DE PLANTAS DO CERRADO DO TOCANTINS
DOI:
https://doi.org/10.14450/infarma.e202609Palavras-chave:
Atividade antioxidante, Cerrado, Compostos fenólicos, flavonóides, Plantas medicinaisResumo
Introdução: O Cerrado brasileiro destaca-se como um dos biomas de maior biodiversidade do mundo, abrigando espécies vegetais com elevado potencial terapêutico, especialmente relacionadas à atividade antioxidante. Compostos fenólicos e flavonoides presentes nessas plantas atuam na neutralização de espécies reativas de oxigênio, estando associados à prevenção de doenças crônicas, como câncer, doenças cardiovasculares e neurodegenerativas. Objetivo: Avaliar a atividade antioxidante de plantas do Cerrado do Tocantins por meio de métodos espectrofotométricos e cromatográficos, correlacionando-a com o teor de compostos bioativos. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo experimental, laboratorial e transversal, no qual foram analisados extratos foliares de Campomanesia xanthocarpa (gabiroba), Psidium guajava (goiaba) e Dysphania ambrosioides (mastruz). A atividade antioxidante foi avaliada pelos métodos DPPH (2,2-difenil-1-picril-hidrazil) e FRAP (Ferric Reducing Antioxidant Power). Também foram quantificados os compostos fenólicos e flavonoides totais. Resultados: A Campomanesia xanthocarpa apresentou a maior atividade antioxidante, com 87,4% de inibição no DPPH e 2,45 mmol Fe²⁺/g no FRAP, seguida por Psidium guajava e Dysphania ambrosioides. Observou-se forte correlação entre o teor de fenólicos/flavonoides e a atividade antioxidante (r = 0,93). Conclusão: As espécies avaliadas demonstraram elevado potencial antioxidante, especialmente Campomanesia xanthocarpa, reforçando a relevância do Cerrado do Tocantins como fonte promissora de compostos bioativos com aplicações farmacêuticas e nutracêuticas.
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