TRATAMENTO DO MEDULOBLASTOMA: SEUS IMPACTOS E PERSPECTIVAS DE NOVAS TERAPIAS
DOI:
https://doi.org/10.14450/2318-9312.v36.e1.a2024.pp60-77Palavras-chave:
Meduloblastoma, câncer infantojuvenil, quimioterapia.Resumo
O câncer infantojuvenil é a segunda maior causa de óbitos em crianças de 5 a 14 anos. É caracterizado pela proliferação de células anormais, e pode se desenvolver em qualquer tecido do organismo. Destaca-se, nessa faixa etária, a leucemia linfoblástica aguda (26%), tumores do sistema nervoso central (21%), neuroblastoma (7%) e linfoma não-Hodgkin (6%). O meduloblastoma (MB) é um tumor sólido do sistema nervoso central (SNC) mais comum em crianças, ocorre mais frequentemente na região da fossa posterior, onde estão o cerebelo e o tronco cerebral. Apresenta metástase em 30-40% dos diagnósticos iniciais, devido à alta disseminação no líquido cefalorraquidiano. O objetivo desse trabalho foi reunir informações sobre os aspectos gerais do MB e os tratamentos associados à maior sobrevida dos pacientes. Para tal utilizamos a metodologia de revisão narrativa da literatura. Devido aos avanços tecnológicos atualmente cerca de 80% dos pacientes podem ser curados, todavia o aumento da sobrevida evidencia a persistência de efeitos colaterais limitantes na vida desses pacientes. Há uma lacuna de conhecimentos sobre os fatores de risco e a prevalência como o MB, sabendo-se somente que o período de latência na população pediátrica é mais curto e a evolução tumoral. É significativamente mais rápida que em indivíduos maduros. O líquido cefalorraquidiano (LCR) pode ser usado não apenas para diagnóstico inicial, mas também para observar as respostas ao tratamento e reincidência, acompanhando os níveis de biomarcadores após cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. Novas perspectivas surgem a partir de estudos em andamento, com diferentes terapias: anticorpos monoclonais, vírus oncolíticos, células Natural Killer e células CAR-T, que prometem ser mais específicos em suas atuações, com menor perfil de efeitos tóxicos e melhor qualidade de vida para os pacientes com MB.
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