USO PROFILÁTICO E FARMACOTERAPÊUTICO DA AZITROMICINA DURANTE A PANDEMIA DA COVID-19 E SEUS RISCOS À SAÚDE
DOI:
https://doi.org/10.14450/2318-9312.v36.e1.a2024.pp41-48Palavras-chave:
COVID-19, Pandemia, Azitromicina, Evento Adversos.Resumo
A pandemia da COVID-19 causou circunstâncias de vulnerabilidade na saúde do mundo todo. Alcançou rápida disseminação viral ocasionando grande números de infectados e óbitos, suscitando insegurança nos profissionais da saúde por não haver uma farmacoterapêutica conhecida e eficaz no combate à nova patologia. Portanto, as medidas farmacológicas mais buscadas e introduzidas foi a utilização de fármacos, que apesar de já pertencerem a classes farmacológicas conhecidas, nesse momento tiveram nova indicação terapêutica, sendo a Azitromicina um dos medicamentos mais prescritos para o tratamento da COVID-19, visto que é um antibiótico e precisa de prescrição médica para comercialização (RDC 20/2011). O trabalho teve como objetivo verificar o aumento do seu uso irracional durante a pandemia de Covid-19. Assim, este trabalho propõe uma análise qualitativa, descritiva e retrospectiva de dados sobre a utilização da azitromicina durante o período da pandemia. Neste estudo coletou-se 114 questionários, dentre os voluntários 63,2 % foram mulheres e 36,8% homens, desses 70,2% já haviam contraído a doença infecciosa, sendo que 49,12% dos participantes utilizaram esse fármaco como parte do tratamento e 19,30% como forma de prevenção dessa patologia. O questionário demonstrou o uso de posologias variadas e superdoses, o que contribuiu para o surgimento de reações adversas e toxicidade. Conclui-se que a utilização inconsequente de antibióticos e a automedicação trazem riscos para a saúde individual e coletiva, podendo estabelecer resistência de diversas bactérias. Sendo assim, o farmacêutico tem como responsabilidade estar informado e agir com ética para contribuir na promoção de saúde, abrangendo racionalidade da comunidade na utilização de medicamentos.
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