ANÁLISE DAS REAÇÕES ADVERSAS NOTIFICADAS ESPONTANEAMENTE POR FARMACÊUTICOS EM UM HOSPITAL DE ENSINO DO CEARÁ
DOI:
https://doi.org/10.14450/2318-9312.v37.e1.a2025.pp88-103Palavras-chave:
Farmacovigilância, Efeitos Colaterais e Reações Adversas Relacionados a Medicamentos, FarmacêuticosResumo
A farmacovigilância tem como um dos principais objetivos a detecção de reações adversas a medicamentos (RAM), que são consideradas um grave problema de saúde pública contribuindo para o aumento da morbimortalidade.O método mais empregado pela farmacovigilância para identificar RAM é a notificação espontânea, devido à sua simplicidade e baixo custo. Esse estudo teve por objetivo analisar as RAM notificadas por farmacêuticos em um hospital de ensino. Foi realizado um estudo transversal, descritivo, do tipo retrospectivo, onde foram coletadas informações sobre RAM notificadas por farmacêuticos ao Núcleo de Segurança do paciente no período de 01 de janeiro de 2020 a 31 de dezembro de 2022. CEP/HUWC: 5.409.579. Das 172 RAM notificadas, 140 (81%) foram realizadas por farmacêuticos, correspondendo a 73 pacientes, 56,1% (43) do sexo feminino, com média de idade de 45,9 anos, 48,6% (68) estava internada em enfermarias clínicas. A maioria das RAM (30,7%, N= 43) promoveram distúrbios dos tecidos cutâneos e subcutâneos, a reação mais frequente foi o prurido 16,4% (23). Quanto à classificação ATC, os medicamentos antiinfecciosos para uso sistêmico receberam 90 notificações (62,1%), sendo mais prevalente nas notificações a polimixina B 17,1% (24). Quanto à causalidade, 70,7% (99) das RAM foram consideradas possíveis e quanto à gravidade 121 (86,4%) foram leves. Um dos principais fatores limitantes do estudo foi a subnotificação. Nesse cenário o farmacêutico se destaca, por ser um dos profissionais que mais notifica espontaneamente, contribuindo para o aumento da segurança do paciente.
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